{"id":766,"date":"2011-09-20T14:27:51","date_gmt":"2011-09-20T14:27:51","guid":{"rendered":"http:\/\/www.encontrajundiai.com.br\/noticias\/?p=766"},"modified":"2013-08-15T15:27:17","modified_gmt":"2013-08-15T15:27:17","slug":"jundiai-vira-centro-de-referencia-de-felinos-silvestres","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.encontrajundiai.com.br\/noticias\/jundiai-vira-centro-de-referencia-de-felinos-silvestres\/","title":{"rendered":"Jundia\u00ed vira centro de refer\u00eancia de felinos silvestres"},"content":{"rendered":"<p>Um filhote de on\u00e7a parda (Puma concolor) tenta se enroscar na cal\u00e7a do fot\u00f3grafo, quase como um gato qualquer. Ao lado, outro filhote de gato do mato (Leopardus tigrinus) observa a cena com um ar curioso. Mas a beleza dessas criaturas carrega o peso de n\u00e3o mais cumprirem seu destino na natureza.<\/p>\n<p>\u201cA categoria dos felinos \u00e9 o topo da cadeia alimentar, controlando os outros animais e regulando a sa\u00fade do ambiente\u201d, explica o bi\u00f3logo Jairo Pereira. O primeiro filhote foi encontrado durante a queimada de um canavial em Ituverava, regi\u00e3o de Ribeir\u00e3o Preto, enquanto o segundo tamb\u00e9m surgiu depois de uma queimada em Jarinu, cidade vizinha a Encontra Jundia\u00ed. Sem a fam\u00edlia, n\u00e3o poder\u00e3o aprender a viver novamente no ambiente\u00a0 silvestre. \u201c\u00c9 por esse motivo que sempre alertamos sobre a conserva\u00e7\u00e3o das condi\u00e7\u00f5es m\u00ednimas dos ambientes onde os animais possam continuar se desenvolvendo\u201d, comenta Cristina Adami, coordenadora da ONG Mata Ciliar.<\/p>\n<p>O trabalho da entidade continua sendo uma refer\u00eancia em diversas \u00e1reas, mas especialmente no caso espec\u00edfico dos felinos silvestres. H\u00e1 uma semana, Jairo orientou um curso sobre o tema que atraiu participantes de S\u00e3o Paulo, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul.<br \/>\nNa pr\u00f3xima quarta-feira, \u00e9 a vez de um grupo de 20 t\u00e9cnicos da Secretaria Estadual de Meio Ambiente, incluindo agentes da Pol\u00edcia Ambiental, ouvirem seus relatos.<\/p>\n<p>Enxugar gelo<\/p>\n<p>A equipe de t\u00e9cnicos e volunt\u00e1rios n\u00e3o admite diretamente, mas o conflito entre o ser humano e a natureza ainda \u00e9 muito acirrado na regi\u00e3o. A cada dia chegam ao local de 4 a 5 animais de v\u00e1rias esp\u00e9cies de mam\u00edferos e aves, a maioria atingida por acidentes como os choques el\u00e9tricos\u00a0 usados na seguran\u00e7a (ou na distribui\u00e7\u00e3o normal de energia).<\/p>\n<p>Muitas vezes os veterin\u00e1rios agem como em uma vers\u00e3o paralela do IML (Instituto M\u00e9dico Legal), fazendo a bi\u00f3psia para verificar causas. Algumas aves exibem ind\u00edcios de automutila\u00e7\u00e3o gerada pelo estresse de cativeiros for\u00e7ados. Mas sucessos como a recente soltura do macho adulto de on\u00e7a pintada (Panthera onca), apelidada de on\u00e7a Anhanguera,\u00a0 animam os trabalhos. A radiotelemetria, usada em seu monitoramento depois de libertada na regi\u00e3o, mostra que continua vivendo normalmente. \u201cFoi um caso raro de readapta\u00e7\u00e3o orientada em cativeiro\u201d, diz Cristina.<\/p>\n<p>Embora surpreendente, a experi\u00eancia n\u00e3o pode ser replicada no caso dos filhotes. A bi\u00f3loga Larissa Lopes, 24, conta que os dois felinos citados no in\u00edcio s\u00e3o cuidados com mamadeiras em per\u00edodos regulares e s\u00e3o d\u00f3ceis como beb\u00eas de esp\u00e9cies que podem viver por at\u00e9 20 anos.\u00a0 N\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel saber se os pais de ambos sobreviveram \u00e0s queimadas onde ficaram perdidos.<\/p>\n<p>Para Jairo, o manejo em cativeiro \u00e9 uma medida extrema porque o lugar dos animais silvestres \u00e9 em seu ambiente natural. \u201cAs pessoas precisam entender cada vez mais que cuidar de bichos n\u00e3o \u00e9 dar \u00e1gua e comida, mas garantir sua liberdade\u201d, diz. A preocupa\u00e7\u00e3o pode ser estendida para todas as esp\u00e9cies de aves, mam\u00edferos, r\u00e9pteis, anf\u00edbios e peixes de cada cidade ou regi\u00e3o. Al\u00e9m, claro, de \u00e1rvores e plantas nativas.<\/p>\n<p>\u201cMas nossos cursos tamb\u00e9m servem para lembrar que s\u00e3o animais silvestres, portanto \u00e9 preciso ter cuidado com seu manejo. H\u00e1 os equipamentos e t\u00e9cnicas para n\u00e3o se expor ao perigo\u201d, adverte aos novos ambientalistas. Para Cristina, o conv\u00eanio feito pelo prefeito Miguel Haddad (PSDB) e o ve\u00edculo de resgate de emenda do deputado Pedro Bigardi (PCdoB) mostra que o tema hoje \u00e9 suprapartid\u00e1rio. \u201cFelizmente\u201d, diz.<\/p>\n<p>Silvestre deve ser retirado de casa, diz a l\u00edder de campanha<\/p>\n<p>Para V\u00e2nia Plaza Nunes, do Grupo de Valoriza\u00e7\u00e3o da Vida Animal, os animais silvestres de outros pa\u00edses n\u00e3o devem ser transformados em animais dom\u00e9sticos no Brasil. \u201cPrecisamos desfrutar de nossos pr\u00f3prios bichos, livres em seu ambiente. \u00c9 isso que temos que procurar aproveitar\u201d, afirma.<\/p>\n<p>Acumulando o cargo de diretora do Jardim Bot\u00e2nico, pela prefeitura, ela prepara folhetos sobre a observa\u00e7\u00e3o de aves\u00a0 com a orienta\u00e7\u00e3o sobre bin\u00f3culos, fotos e identifica\u00e7\u00e3o que \u00e9 estimulada por movimentos como o Grupo de Observadores de Aves de Jundia\u00ed. H\u00e1 poucos meses, ela ficou mais conhecida pelo trabalho com a campanha \u201cSilvestre N\u00e3o \u00e9 Pet\u201d e gostou do retorno da comunidade sobre o assunto.\u00a0 O princ\u00edpio b\u00e1sico \u00e9 que os animais n\u00e3o podem ser tratados como coisas de consumo, mas criaturas com necessidades de exist\u00eancia. \u201cEsse tipo de abordagem est\u00e1 entrando na educa\u00e7\u00e3o ambiental das escolas e no trabalho da coordenadoria de bem-estar animal. Mas ainda precisamos ampliar essa compreens\u00e3o\u201d, diz.<\/p>\n<p>Do lado institucional, ela vai participar em novembro da 20\u00aa Reuni\u00e3o da RJBB (Rede de Jardins Bot\u00e2nicos Brasileiros) na cidade mineira de Inhotim, onde uma agenda inspirada na futura Rio + 20 (Confer\u00eancia das Na\u00e7\u00f5es Unidas sobre Desenvolvimento Sustent\u00e1vel), em 2012, vai envolver educa\u00e7\u00e3o, cole\u00e7\u00f5es de plantas, sistemas de informa\u00e7\u00e3o e programas de apoio.<\/p>\n<p>\u201cTanto jardins como criadouros n\u00e3o podem ser vistos como\u00a0 o centro da conserva\u00e7\u00e3o. O bicho feliz \u00e9 na natureza e ponto final. Ainda existem pessoas que tentam apontar o cativeiro como o \u00fanico meio de conservar no futuro. Isso n\u00e3o \u00e9 verdade\u201d, afirma.<\/p>\n<p>Cidade discute usos dos seus ambientes<\/p>\n<p>As consultas p\u00fablicas sobre a revis\u00e3o do Plano Diretor de Jundia\u00ed, que orienta o uso ou prote\u00e7\u00e3o de seu territ\u00f3rio, voltam amanh\u00e3 \u00e0s 19h na escola Ivo de Bona, no Residencial Almerinda Chaves.\u00a0 Na quarta, \u00e0s 19h, ser\u00e1 na C\u00e2mara Municipal.\u00a0 Na quinta, \u00e0s 19h, segue para o sal\u00e3o paroquial do bairro da Toca.\u00a0 \u00c9 uma oportunidade\u00a0 de o jundiaiense ajudar a pensar o futuro que quer para a cidade.<\/p>\n<p><strong>OUTRAS PALAVRAS<\/strong><\/p>\n<p>1 &#8211; Entidade aposta na gest\u00e3o comunit\u00e1ria para a \u00e1rea da Serra<br \/>\nS\u00e1bado, a ONG Mata Nativa, de Cajamar, realizou no bairro do Ponunduva um encontro de gest\u00e3o ambiental comunit\u00e1ria com os moradores. Para Paulo Dutra, as riquezas culturais do lugar devem ser usadas para o futuro Parque Natural Municipal.<\/p>\n<p>2 &#8211; Centro prepara um mutir\u00e3o de limpeza das trilhas do Japi<br \/>\nNo dia 1\u00ba de outubro, a ONG Coati (Centro de Orienta\u00e7\u00e3o Ambiental Terra Integrada) traz a Jundia\u00ed a atividade que j\u00e1 desenvolveu na Jureia e em Munhoz (MG). \u00c9 o\u00a0 mutir\u00e3o de limpeza, que tirou 150 kg de lixo no primeiro local e 300 kg no segundo de acordo com F\u00e1bio Patelli. Para participar, o contato \u00e9 coati@coati.org.br.<\/p>\n<p>3 &#8211; Entidade protesta por coleta seletiva na regi\u00e3o de Jundia\u00ed<br \/>\nEm Campo Limpo Paulista, a ONG Caminho Verde abriga participantes envolvidos com um abaixo-assinado pela amplia\u00e7\u00e3o da coleta de materiais recicl\u00e1veis, evitando a contamina\u00e7\u00e3o de ambientes naturais.<\/p>\n<p><em>Fonte: Rede Bom Dia<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um filhote de on\u00e7a parda (Puma concolor) tenta se enroscar na cal\u00e7a do fot\u00f3grafo, quase como um gato qualquer. Ao lado, outro filhote de gato do mato (Leopardus tigrinus) observa a cena com um ar curioso. 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