{"id":730,"date":"2011-09-01T18:34:40","date_gmt":"2011-09-01T18:34:40","guid":{"rendered":"http:\/\/www.encontrajundiai.com.br\/noticias\/?p=730"},"modified":"2013-08-15T15:27:16","modified_gmt":"2013-08-15T15:27:16","slug":"supermercados-irao-retirar-bandejas-de-isopor-e-sacos-para-vegetais-em-jundiai","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.encontrajundiai.com.br\/noticias\/supermercados-irao-retirar-bandejas-de-isopor-e-sacos-para-vegetais-em-jundiai\/","title":{"rendered":"Supermercados ir\u00e3o retirar bandejas de isopor e sacos para vegetais em Jundia\u00ed"},"content":{"rendered":"<p>A Cidade de Jundia\u00ed quer ajudar a tirar o planeta do sufoco e tem se  esfor\u00e7ado para isso. Exato um ano depois de dar in\u00edcio \u00e0 campanha que  retirou cerca de 270 milh\u00f5es de sacolinhas pl\u00e1sticas do meio ambiente,  outras embalagens como bandejas para carne e sacos para hortifr\u00fati v\u00e3o sumir dos supermercados at\u00e9 o fim do ano.<\/p>\n<p>O isopor utilizado para embalagens no Brasil chega a 18 mil toneladas  ao ano e, segundo a APAS (Associa\u00e7\u00e3o dos Supermercadistas do Estado de  S\u00e3o Paulo), ainda n\u00e3o h\u00e1 uma estimativa da quantidade utilizada em  Jundia\u00ed.<\/p>\n<p>\u201cEstamos mapeando esse setor e estudando alternativas para tirar esse  material\u00a0 do mercado\u201d, explica o vice-presidente da associa\u00e7\u00e3o,  Edivaldo Bronzeri.<\/p>\n<p>Para substituir o isopor , que n\u00e3o se decomp\u00f5e na natureza e  cujo o\u00a0 processo de reciclagem \u00e9 dif\u00edcil e caro, a empresa Eco Ventures  est\u00e1 desenvolvendo duas alternativas de materiais: biodegrad\u00e1vel (amido de milho e polietileno-pl\u00e1stico) ou compost\u00e1veis (palhada ou estrume).<\/p>\n<p>Jo\u00e3o Paulo Mignot, diretor t\u00e9cnico da Eco Ventures afirma que as  bandejas dos\u00a0 materias se decomp\u00f5em em menos de dois anos. \u201cE isso  independe da espessura da bandeja\u201d, afirma.<\/p>\n<p>Segundo ele, o pl\u00e1stico filme usado nas bandejas tamb\u00e9m ser\u00e1 feito de  material biodegrad\u00e1vel e levar\u00e1 o mesmo tempo para desaparecer.<\/p>\n<p>O outro \u201cvil\u00e3o\u201d a ser substitu\u00eddo est\u00e1 em teste em alguns supermercados da cidade.  O saquinho para frutas e legumes, tamb\u00e9m ser\u00e1 feito de material  biodegrad\u00e1vel, como as sacolas alternativas para comportar as compras,  atualmente vendidas por R$ 0,19. A diferen\u00e7a \u00e9 que n\u00e3o ser\u00e3o  comercializados.<\/p>\n<p>Segundo o secret\u00e1rio de Planejamento e Meio Ambiente, Jaderson Spina, essas novas iniciativas s\u00f3 s\u00e3o  poss\u00edveis gra\u00e7as \u00e0 consci\u00eancia ambiental conseguida com a campanha que  tirou as sacolinhas pl\u00e1sticas do supermercado, apesar das reclama\u00e7\u00f5es do  pre\u00e7o.<\/p>\n<p>\u201cMais importante \u00e9 criar o h\u00e1bito de se preocupar com o meio  ambiente\u201d, diz. Em um ano, 960 toneladas de pl\u00e1stico filme, mat\u00e9ria  prima da sacolinhas, deixaram de ser descartadas.<\/p>\n<p><strong>Sustent\u00e1vel \/<\/strong>A dona de casa Ivone L\u00facia de Lima, 45  anos, conta que, h\u00e1 um ano, n\u00e3o gostou da iniciativa. \u201cAchei um absurdo  pagar para poder levar as compras\u201d, lembra Ivone, que hoje em dia leva  as pr\u00f3prias embalagens de casa. \u201cTenho mais de dez sacolas em casa e no  carro. Depois de pegar o h\u00e1bito, acredito que foi uma boa\u201d.<\/p>\n<p>A artes\u00e3 Patr\u00edcia Vieira, 29, morava em Hercul\u00e2ndia (na regi\u00e3o de  Mar\u00edlia) quando a lei passou a vigorar em Jundia\u00ed. Quando voltou ao  munic\u00edpio, diz que comprou apenas uma ou duas vezes sacolas  biodegrad\u00e1veis. \u201cO bom dessa a\u00e7\u00e3o \u00e9 que a gente n\u00e3o v\u00ea mais aquele  \u2018bando\u2019 de sacolas voando na rua\u201d, afirma.<br \/>\nA gestora de uma rede de supermercados em Jundia\u00ed, Roseane  Firocana, 34, acredita que n\u00e3o h\u00e1 rejei\u00e7\u00e3o \u00e0 iniciativa como no in\u00edcio  achou que haveria. \u201cCreio que todo mundo j\u00e1 acostumou\u201d.<\/p>\n<p><strong>As preferidas \/<\/strong> A dona de casa Ana Alice Chinatto,  58, coloca suas compras nas caixas de papel\u00e3o dispon\u00edveis no mercado.  \u201cLembro que no come\u00e7o era uma briga para conseguir uma\u201d, diz. \u201cO que eu  gostei nessa campanha \u00e9 que incentiva a reciclagem.\u00a0 Essa quest\u00e3o das  sacolinhas \u00e9 coisa de\u00a0 h\u00e1bito, costume\u201d, ensina.<\/p>\n<p><strong>Ainda h\u00e1 pol\u00eamica pela cobran\u00e7a das sacolinhas<\/strong><\/p>\n<p>A venda de sacolas ainda divide opini\u00f5es na cidade.\u00a0 A encarregada de  estoque Paula Brinati diz que leva os produtos na m\u00e3o e se recusa a  comprar sacolinhas biodegrad\u00e1veis e retorn\u00e1veis. \u201cOu supermercados ou  governo t\u00eam que arcar com esses custos. \u00c9 um absurdo o consumidor pagar  por isso\u201d, afirma.<\/p>\n<p>Segundo o vice-presidente da APAS, Edivaldo Bronzelli, n\u00e3o h\u00e1 lucro  para os supermercados com a renda desses produtos. \u201cTodas as lojas t\u00eam  notas fiscais. Se o consumidor quiser ver, \u00e9 s\u00f3 pedir para a ger\u00eancia.  As unidades custam R$ 0,19 para o mercado e nenhum centavo a menos\u201d,  diz.<\/p>\n<p>O presidente da Coopercica, Orlando Marciano,\u00a0 diz que h\u00e1 um  equil\u00edbrio no balan\u00e7o financeiro da rede com a mudan\u00e7a das embalagens.\u00a0  \u201cApesar de economizarmos na aquisi\u00e7\u00e3o de sacolas pl\u00e1sticas,\u00a0 perdemos a  receita com a venda de sucata de papel\u00e3o\u201d, j\u00e1 que as caixas s\u00e3o  disponibilizadas como embalagens para os clientes.<\/p>\n<p>A sacolinha tradicional, feita de pl\u00e1stico filme, custava R$ 0,03 a  unidade e o pre\u00e7o acabava repassado aos clientes no custo dos produtos.<\/p>\n<p>Para quem gosta das sacolinhas retorn\u00e1veis, h\u00e1 v\u00e1rias vers\u00f5es  dispon\u00edveis nos\u00a0 mercados. Uma empresa norte-americana est\u00e1 negociando  novos modelos de ecobags, que comportam at\u00e9 12 quilos e tem uma placa de  PVC no fundo da embalagem. Segundo a representante da Greenbags,  Alexandra Katopodis, essas novas sacolas devem estar dispon\u00edveis em  Jundia\u00ed at\u00e9 o fim do ano e ainda n\u00e3o tem valor definido. Nos Estados  Unidos elas custam US$ 1,2.\u00a0 \u201cEssas novas sacolas trazem a moda para  dentro dos supermercados\u201d, avalia.<\/p>\n<p><strong>A\u00e7\u00e3o faz anivers\u00e1rio<br \/>\n<\/strong>Jundia\u00ed se fez modelo da\u00a0 campanha \u201cVamos Tirar o Planeta do Sufoco\u201d que completa um ano nesta quarta-feira (31).<\/p>\n<p>A iniciativa tem por objetivo tirar as sacolas pl\u00e1sticas de  circula\u00e7\u00e3o oferecendo sacolinhas biodegrad\u00e1veis de R$ 0,19 ou  retorn\u00e1veis, que variam entre R$ 1,99 e R$ 5.<\/p>\n<p>Mais de dez cidades do Estado e algumas capitais, como Belo  Horizonte, j\u00e1 aderiram \u00e0 campanha lan\u00e7ada aqui e, em janeiro, a a\u00e7\u00e3o se  estender\u00e1 para todas as cidades do Estado. Em maio, o governador Geraldo  Alckmin (PSDB) firmou um acordo com a APAS.<\/p>\n<p>Outros est\u00e3o na mira.<\/p>\n<p>A ideia agora \u00e9 acabar com as sacolinhas nas farm\u00e1cias e padarias de  Jundia\u00ed. O secret\u00e1rio de Planejamento e Meio Ambiente, Jaderson Spina,  afirma que at\u00e9 o dia 13 de setembro ser\u00e3o definidas as diretrizes da  campanha, que deve come\u00e7ar ainda este ano.<\/p>\n<p><em>Fonte: Rede Bom Dia<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Cidade de Jundia\u00ed quer ajudar a tirar o planeta do sufoco e tem se esfor\u00e7ado para isso. 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