{"id":695,"date":"2011-08-11T17:34:47","date_gmt":"2011-08-11T17:34:47","guid":{"rendered":"http:\/\/www.encontrajundiai.com.br\/noticias\/?p=695"},"modified":"2013-08-15T15:27:08","modified_gmt":"2013-08-15T15:27:08","slug":"com-estimativa-de-18-mil-moradias-em-falta-jundiai-tera-plano-de-habitacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.encontrajundiai.com.br\/noticias\/com-estimativa-de-18-mil-moradias-em-falta-jundiai-tera-plano-de-habitacao\/","title":{"rendered":"Com estimativa de 18 mil moradias em falta, Jundia\u00ed ter\u00e1 plano de habita\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>Economia aquecida somada a cr\u00e9dito facilitado resulta em um maior  n\u00famero de pessoas de olho na casa pr\u00f3pria. Na cidade Jundia\u00ed, o d\u00e9ficit  habitacional popular \u00e9 de 18 mil moradias, de acordo com o  superintendente da Fumas (Funda\u00e7\u00e3o Municipal de A\u00e7\u00e3o Social), Ademir  Pedro Victor. \u00c9 este o n\u00famero de pessoas inscritas na funda\u00e7\u00e3o para ter a  chance de financiar um im\u00f3vel com o incentivo de programas como,  principalmente, o Minha Casa, Minha Vida.<\/p>\n<p>\u201cNo \u00faltimo sorteio, foram 8 mil pessoas inscritas. Precisamos de  planejamento para atender essa demanda\u201d, afirma Ademir. Em parceria com a  Fupam (Funda\u00e7\u00e3o para a Pesquisa em Arquitetura e Ambiente), a  prefeitura investe no desenvolvimento do Plano Municipal de Habita\u00e7\u00e3o. A  primeira etapa envolve uma s\u00e9rie de audi\u00eancias p\u00fablicas e a programa\u00e7\u00e3o  ser\u00e1 aberta nesta quinta (11), \u00e0s 19h, na Escola\u00a0 Professora Celsina  Barbosa Pazinatto, na Vila Comercial.<\/p>\n<p>\u201cO plano anterior era de 1996. Estamos revisando e refazendo de  acordo com exig\u00eancia da Secretaria Nacional de Habita\u00e7\u00e3o\u201d, ressalta o  superintendente da Fumas. A revis\u00e3o \u00e9 necess\u00e1ria para que a prefeitura  consiga, junto \u00e0 esfera federal, diversos tipos de financiamentos  habitacionais. \u201cO foco \u00e9 enumerar as necessidades e definir um  planejamento anual.\u201d<\/p>\n<p>Atualmente, h\u00e1 2,5 mil moradias em constru\u00e7\u00e3o em Jundia\u00ed para atender os inscritos na Fumas de acordo com Ademir. Os investimentos em habita\u00e7\u00e3o na atual gest\u00e3o do prefeito Miguel Haddad (PSDB) giram em torno de R$ 180 milh\u00f5es.<\/p>\n<p>O principal desafio apontado pelo superintendente da Fumas \u00e9 a falta de espa\u00e7o para a constru\u00e7\u00e3o de novas moradias. \u201cA prefeitura \u00e9 quem compra os terrenos e faz toda a parte de terraplanagem, de infraestrutura b\u00e1sica. Mas falta terra dispon\u00edvel e o investimento \u00e9 alto, pois o setor imobili\u00e1rio est\u00e1 aquecido\u201d, diz. O cen\u00e1rio justifica o investimento, neste primeiro momento, exclusivamente em apartamentos. \u201c\u00c9 um jeito de ter mais unidades em menos espa\u00e7o de terra.\u201d<\/p>\n<p>Faltou divulga\u00e7\u00e3o \/ A proposta de ouvir a popula\u00e7\u00e3o para ent\u00e3o formular um plano de habita\u00e7\u00e3o \u00e9 muito boa. Mas faltou divulga\u00e7\u00e3o de acordo com moradores e comerciantes da rua Ibipor\u00e3, onde fica a EMEB que sediar\u00e1 a primeira audi\u00eancia p\u00fablica nesta quinta (11). Eles n\u00e3o estavam sabendo do assunto at\u00e9 quarta.<\/p>\n<p>\u201cEu participaria, pois j\u00e1 lutei muito por melhorias para o bairro. Mas n\u00e3o ouvi ningu\u00e9m falar nada a respeito\u201d, diz a aposentada C\u00e9lia Maria Adami de Souza, 70 anos, moradora na Vila Comercial desde a d\u00e9cada de 1980. \u201cDeveriam ter colocado cartazes no com\u00e9rcio, na igreja, como sempre fazem quando \u00e9 de interesse que a popula\u00e7\u00e3o realmente esteja presente, como \u00e0s v\u00e9speras de elei\u00e7\u00f5es\u201d, completa a vendedora Elaine Bittencourt, 38. moradora do bairro h\u00e1 16 anos.<\/p>\n<p>Uma realidade\u00a0 que nem todo mundo conhece<br \/>\nMau cheiro de esgoto a c\u00e9u aberto faz parte de cen\u00e1rio em submoradia no bairro Santa Gertrudes; popula\u00e7\u00e3o tem pressa<\/p>\n<p>H\u00e1 30 anos Isabel Messias de God\u00f3i, 76, sonha com uma realidade diferente da que vive, em meio a um esgoto que corre a c\u00e9u aberto em uma \u00e1rea esquecida do bairro Santa Gertrudes. \u201cO cheiro \u00e9 forte demais, n\u00e3o d\u00e1 nem para se acostumar. Faz tempo que a prefeitura fala que vai resolver nosso problema\u201d, conta, dizendo que perdeu a esperan\u00e7a. \u201cAgora estou muito velha, nem sonho mais\u201d.<\/p>\n<p>Acabar com a submoradia em Jundia\u00ed \u00e9 prioridade da atual gest\u00e3o, de acordo com Ademir Pedro Victor, superintendente da Fumas. \u201cSeremos a primeira cidade do pa\u00eds a erradicar a favela\u201d, diz. Para isso, \u00e9 preciso zerar um d\u00e9ficit de 3,5 mil unidades habitacionais.<\/p>\n<p>Segundo ele, a popula\u00e7\u00e3o do Santa Gertrudes n\u00e3o est\u00e1 esquecida, como tamb\u00e9m n\u00e3o est\u00e3o os moradores de favelas como Jardim Sorocabano, Guanabara, Novo Horizonte, Tamoio, Vila Ruy Barbosa, baixada do Paran\u00e1 e Vila Nambi &#8211; locais onde ainda h\u00e1 submoradias na cidade.<\/p>\n<p>H\u00e1 planos em andamento. Mas, para quem dorme e acorda com o mau cheiro do esgoto diariamente, n\u00e3o h\u00e1 mais tempo para espera.<\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o queria nem sair daqui porque s\u00e3o 20 anos nesse local. Conquistamos nossas coisas com muito trabalho, tudo o que tem dentro de casa foi dif\u00edcil de conseguir. S\u00f3 que eles poderiam pelo menos canalizar o rio, coisa que prometem h\u00e1 anos\u201d, afirma a dona de casa Mariza Aparecida Matias, 50. Casada e m\u00e3e de tr\u00eas filhos, Mariza conta que hoje, com a ca\u00e7ula da fam\u00edlia j\u00e1 com 14 anos, a preocupa\u00e7\u00e3o \u00e9 menor.<\/p>\n<p>\u201cMas quando eles eram crian\u00e7as, dava medo. Minha filha chegou a cair no c\u00f3rrego uma vez. Saiu correndo do carro e n\u00e3o deu tempo de segurar\u201d, afirma.<\/p>\n<p>14<br \/>\n\u00c9 o n\u00famero de n\u00facleos de submoradias j\u00e1 erradicados em Jundia\u00ed ao longo de 30 anos de acordo com dados da Fumas.<\/p>\n<p>De olho no futuro<br \/>\nOtac\u00edlio Braga de Oliveira, 55 anos, vigilante aposentado, hoje se orgulha da casa que construiu com muito sacrif\u00edcio na favela do bairro Santa Gertrudes. \u201cQuando cheguei com minha mulher e meu filho, era um \u00fanico c\u00f4modo. Agora s\u00e3o quatro\u201d, diz, enquanto mostra um varal de discos de vinil cortando a sala. \u201cAdoro m\u00fasica e fiz isso s\u00f3 como decora\u00e7\u00e3o mesmo\u201d, orgulha-se.<br \/>\nO vigilante afirma gostar do local onde mora h\u00e1 14 anos. Mas ainda sonha em ter a casa pr\u00f3pria. \u201cAqui n\u00e3o \u00e9 nosso, n\u00e3o tenho escritura, nada. \u00c9 da prefeitura. Sou cadastrado na Fumas h\u00e1 bastante tempo, quem sabe um dia o sonho se torna realidade\u201d, diz. Da porta de sua casa, Otac\u00edlio mostra o principal problema do local onde mora &#8211; a falta de canaliza\u00e7\u00e3o do rio.<\/p>\n<p>Agenda<br \/>\nNesta sexta (12), a audi\u00eancia p\u00fablica ocorre no bairro Cidade Nova I, na EMEB Professora Judith Almeida Curado Arruda. Dia 17, na EMEB Ivo de Bona, no Almerinda Chaves. Dia 18, na C\u00e2mara, no Centro. Dia 19, na EMEB Prof\u00aa Anna Rita Alves Ludke, na Vila Alvorada. Dia 22, na EMEB Antonio Adelino Marques da Silva Brand\u00e3o e, dia 23, na EMEB Deodato Janski, no Jardim Tarum\u00e3. As reuni\u00f5es ocorrem sempre \u00e0s 19h.<\/p>\n<p><em>Fonte: Rede Bom Dia<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Economia aquecida somada a cr\u00e9dito facilitado resulta em um maior n\u00famero de pessoas de olho na casa pr\u00f3pria. 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