{"id":400,"date":"2011-04-04T18:04:41","date_gmt":"2011-04-04T18:04:41","guid":{"rendered":"http:\/\/www.encontrajundiai.com.br\/noticias\/?p=400"},"modified":"2011-04-04T18:05:17","modified_gmt":"2011-04-04T18:05:17","slug":"jundiai-ex-dependente-devolve-dinheiro-a-pessoas-que-enganou-nos-tempos-de-vicio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.encontrajundiai.com.br\/noticias\/jundiai-ex-dependente-devolve-dinheiro-a-pessoas-que-enganou-nos-tempos-de-vicio\/","title":{"rendered":"Jundia\u00ed: Ex-dependente devolve dinheiro a pessoas que enganou nos tempos de v\u00edcio"},"content":{"rendered":"<p>Quem chega ao sal\u00e3o de beleza\u00a0 de Te\u00f3fanes Marques Ribeiro, de 27 anos, em Jundia\u00ed , n\u00e3o acredita que h\u00e1 seis meses, o jovem era escravo do crack e chegava a fumar 40 pedras em um s\u00f3 dia.<\/p>\n<p>Ainda mais impressionante \u00e9 ver\u00a0 que uma de suas clientes \u00e9 a aposentada Aparecida Castelani Oliveira, 75, de quem ele tirou R$ 700 em cosm\u00e9ticos para trocar pela droga. Realidade muito diferente da vivida por ele durante os cinco anos de depend\u00eancia qu\u00edmica.<\/p>\n<p>\u201cFui praticamente destru\u00eddo pelo crack. \u00c0 noite, perambulava como um zumbi, durante o dia, n\u00e3o era mais do que um pedinte\u201d, conta o rapaz.<\/p>\n<p>Aos poucos, Te\u00f3fanes est\u00e1 devolvendo, em dinheiro, preju\u00edzos causados aos outros para\u00a0 sustentar o v\u00edcio. A quem enganou, pede desculpas.<\/p>\n<p>\u201cQuando o vi em meu port\u00e3o dizendo que iria me devolver n\u00e3o acreditei. Liguei para a m\u00e3e dele e perguntei se era verdade\u201d, recorda Aparecida.<\/p>\n<p>Em janeiro, o rapaz devolveu R$ 500 a aposentada para quitar parte da d\u00edvida ap\u00f3s levar dela cosm\u00e9ticos com a promessa\u00a0 de que iria revend\u00ea-los. Trocou tudo por crack.<\/p>\n<p>Emocionada com o ato de Te\u00f3fanes, Aparecida perdoou o restante da d\u00edvida e ainda se tornou cliente do sal\u00e3o.<\/p>\n<p>Assim como fez com a aposentada, Theo (como \u00e9 mais conhecido) enganou e incomodou comerciantes e vizinhos.<\/p>\n<p>\u201cO lema da minha vida era conseguir \u2018dez\u00e3o\u2019 [R$ 10] para comprar pedra. \u201d<\/p>\n<p>Com reconhecido talento para convencer, se fazia passar por outras pessoas ao telefone e comprar no com\u00e9rcio local. Produtos que se tornavam moeda para\u00a0 a compra de crack.<\/p>\n<p>\u201cDizia ser algu\u00e9m conhecido\u00a0 e que o \u2018Theo\u2019 passaria para buscar o produto comprado. Depois era s\u00f3 levar para os traficantes.\u201d<\/p>\n<p>Com esse tipo de golpe, o jovem logo passou a ser frequentador ass\u00edduo da delegacia da pequena cidade.<\/p>\n<p>\u201cPerdi as contas de quantas vezes o trouxe para c\u00e1. Passava dias detido, mas n\u00e3o adiantava. Logo voltava a aprontar outra\u201d, diz o investigador-chefe de Tanabi, Adilson Cavassona.<\/p>\n<p>Atualmente, com o fruto do trabalho, vem pagando a todos que prejudicou nos tempos de viciado. \u201cIsso me faz bem.\u201d<\/p>\n<p>Cura veio pela f\u00e9<br \/>\nDesacreditado por amigos e familiares, Te\u00f3fanes chegou ao fundo do po\u00e7o no ano passado.\u00a0 Fumava entre vinte e quarenta pedras por dia. Em casa n\u00e3o havia mais roupa de cama, travesseiro, eletrodom\u00e9stico ou roupas. Tudo havia sido trocado por crack. At\u00e9 um carro e uma moto da fam\u00edlia foram dados como garantia a traficantes.<\/p>\n<p>As atitudes e alucina\u00e7\u00f5es do rapaz fizeram o padrasto deixar a fam\u00edlia. Al\u00e9m da m\u00e3e Cl\u00e9ia, um irm\u00e3o adotivo, hoje com 14 anos, eram sua fam\u00edlia.<\/p>\n<p>Para vestir, sobravam apenas um chinelo e uma camiseta de candidato. At\u00e9 que em 26 de setembro, uma vis\u00e3o mudaria os rumos da vida de Theo.<\/p>\n<p>Convers\u00e3o \/ Depois de atravessar a noite fumando crack, j\u00e1 maltratado por depress\u00e3o e s\u00edndrome do p\u00e2nico, o jovem simplesmente se ajoelhou e passou a pedir a Deus que lhe tirasse daquela vida.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o, segundo ele mesmo relata, entre um del\u00edrio e outro, uma vis\u00e3o lhe mostrava a fachada da Igreja Assembleia de Deus daquela cidade. Sozinho, foi at\u00e9 o templo e, ouvindo um chamado do pastor foi at\u00e9 o altar.<\/p>\n<p>\u201cLembro que o pastor disse para aqueles que precisassem de um milagre ir at\u00e9 a frente. Fui o primeiro. Enquanto ele orava, me ajoelhei e chorei muito. Senti com se estivesse sendo\u00a0 lavado por Jesus Cristo.\u201d Te\u00f3fanes afirma que, depois de deixar a igreja, nunca mais teve vontade de fumar crack.<\/p>\n<p>\u201cAgora vou a todos os cultos\u00a0 [tr\u00eas vezes por semana] para me manter fortalecido na f\u00e9\u201d, afirma Theo, que repete a rotina h\u00e1 seis meses.<\/p>\n<p>Com ajuda da m\u00e3e e dos amigos que restaram, o rapaz transformou a sala de estar da casa da m\u00e3e em um sal\u00e3o de beleza, onde atente dezenas de clientes diariamente.<\/p>\n<p><em>Fonte: Rede Bom Dia<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quem chega ao sal\u00e3o de beleza\u00a0 de Te\u00f3fanes Marques Ribeiro, de 27 anos, em Jundia\u00ed , n\u00e3o acredita que h\u00e1 seis meses, o jovem era escravo do crack e chegava a fumar 40 pedras em um s\u00f3 dia. 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