{"id":1119,"date":"2012-05-25T16:30:22","date_gmt":"2012-05-25T16:30:22","guid":{"rendered":"http:\/\/www.encontrajundiai.com.br\/noticias\/?p=1119"},"modified":"2013-08-15T15:27:22","modified_gmt":"2013-08-15T15:27:22","slug":"jundiai-ganha-novo-centro-para-preservar-memoria","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.encontrajundiai.com.br\/noticias\/jundiai-ganha-novo-centro-para-preservar-memoria\/","title":{"rendered":"Jundia\u00ed ganha novo Centro para preservar mem\u00f3ria"},"content":{"rendered":"<p>Ainda n\u00e3o \u00e9 como nos filmes da s\u00e9rie \u201cC\u00f3digo da Vinci\u201d, onde os roteiros de Dan Brown colocam o pesquisador em arquivos de documentos medievais de alta tecnologia. Mas \u00e9 um passo nessa dire\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Uma boa parte dos documentos guardados pelo Museu Hist\u00f3rico e Cultural de Jundia\u00ed, que s\u00e3o registros oficiais desde os s\u00e9culos 17 e 18, est\u00e1 embalada para o transporte rumo ao novo Centro de Mem\u00f3ria de Jundia\u00ed, nos pr\u00f3ximos dias. \u201cFoi muito dif\u00edcil encontrar um im\u00f3vel adequado no Centro. Al\u00e9m de espa\u00e7os para salas de restaura\u00e7\u00e3o e de pesquisa para visitantes, tinha que ter acessibilidade\u201d, explica Henrique Jahnel Crispim, diretor do museu e integrante do Compac (Conselho Municipal do Patrim\u00f4nio).<\/p>\n<p>Apesar da mudan\u00e7a do acervo do museu, o novo espa\u00e7o\u00a0 tamb\u00e9m deve incluir parcerias com outras institui\u00e7\u00f5es que guardam documentos hist\u00f3ricos de quase 400 anos de Jundia\u00ed.<\/p>\n<p>O local que est\u00e1 sendo adequado para esse trabalho fica na rua Senador Fonseca, quase na esquina com a rua Engenheiro Monlevade, com dois andares e condi\u00e7\u00f5es para sistemas de seguran\u00e7a.<\/p>\n<p><strong>Sem umidade<\/strong><br \/>\nEm uma analogia com a mem\u00f3ria digital dos computadores, os documentos\u00a0 sobre a hist\u00f3ria de uma cidade correm os riscos que existem nos ambientes eletr\u00f4nicos de uma forma concreta. S\u00e3o falhas humanas, tra\u00e7as e micr\u00f3bios, umidade atmosf\u00e9rica e varia\u00e7\u00e3o de temperatura. Um exemplo j\u00e1 existe no por\u00e3o do Solar do Bar\u00e3o, onde est\u00e1 o museu, que conta hoje com monitoramento do n\u00edvel de umidade no acervo que est\u00e1 na fila de restaura\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Na nova sede, o Centro de Mem\u00f3ria vai\u00a0 contar com uma equipe b\u00e1sica e a Secretaria Municipal de Cultura vai definir os servi\u00e7os\u00a0 especializados a serem contratados, como no caso de restauro ou recupera\u00e7\u00e3o de dados. \u201cA primeira hip\u00f3tese, apontada pelo Conselho Municipal de Cultura, foi um antigo pr\u00e9dio na pra\u00e7a dos Andradas. Mas como seu uso j\u00e1 estava definido para a assist\u00eancia social, buscamos um pr\u00e9dio adequado\u201d, diz a secret\u00e1ria Penha Camunhas Martins.<\/p>\n<p><strong>Pioneirismo<\/strong><br \/>\nO caminho at\u00e9 uma vers\u00e3o mais moderna foi aberta ainda na d\u00e9cada de 1980 pelo lend\u00e1rio diretor do museu, Geraldo Barbosa Tomanik, que criou a Biblioteca e Arquivo Hist\u00f3rico \u201cJos\u00e9 Feliciano de Oliveira\u201d, nas depend\u00eancias da institui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Crispim tamb\u00e9m lembra que existem diversos outros arquivos importantes na cidade, como na C\u00faria Diocesana, que conseguiu em 1966 os documentos acumulados desde o s\u00e9culo 17 na Arquidiocese do Rio de Janeiro. \u201cTamb\u00e9m as atas coloniais da C\u00e2mara mostram muitas fontes de pesquisa para historiadores, estudantes e entidades sociais\u201d, diz. A inaugura\u00e7\u00e3o do Centro de Mem\u00f3ria ainda n\u00e3o tem data.<\/p>\n<p><strong>Lisboa guarda batismo<\/strong><br \/>\nO surgimento do Centro de Mem\u00f3ria coincide com o encontro de um documento que pode redefinir a data oficial de anivers\u00e1rio de Jundia\u00ed.<\/p>\n<p>Para comprovar, o arquiteto Roberto Franco Bueno exibe o que promete ser o documento que substitui o perdido \u201clivro do tombo\u201d do reconhecimento do povoado como vila colonial, em 14 de dezembro de 1652. \u201cQuem me trouxe isso agora foi o dentista Adilson Carvalho, que encontrou esse material na Torre do Tombo, em Lisboa\u201d, conta ele, autor de livro sobre a hist\u00f3ria da cidade.<\/p>\n<p>O citado material \u00e9 uma transcri\u00e7\u00e3o do documento original, feita em 1767 no idioma portugu\u00eas da \u00e9poca e \u201ctraduzido\u201d por Franco Bueno nas t\u00e9cnicas da paleografia.<\/p>\n<p>Pelo registro, naquele dia estiveram reunidos mais de 80 moradores da ent\u00e3o Freguesia de Nossa Senhora do Desterro de Jundiahy com o l\u00edder da Capitania de S\u00e3o Vicente, capit\u00e3o-mor Miguel de Vasconcellos, reivindicando a autonomia para quest\u00f5es como a posse de terras (ent\u00e3o ligadas ao mecanismo das sesmarias). \u201cO t\u00edtulo do documento encontrado no mais famoso arquivo de Portugal (e a origem do termo tombamento) n\u00e3o deixa d\u00favidas\u201d, avisa.<\/p>\n<p>Trata-se do \u201ctranslado do Auto de Cria\u00e7\u00e3o desta Villa de Jundiahy\u201d, guardado no centro de mem\u00f3ria de um dos imp\u00e9rios que marcaram a primeira globaliza\u00e7\u00e3o do mundo, a ib\u00e9rica, nos s\u00e9culos 15 e 16.<\/p>\n<p>De b\u00f4nus, a confirma\u00e7\u00e3o de que a data mais importante para a cidade continua sendo 14 de dezembro (que batiza at\u00e9 mesmo avenida) e n\u00e3o 28 de mar\u00e7o, quando mudou de categoria para cidade no s\u00e9culo 19. \u201cN\u00f3s vamos continuar pesquisando novos documentos na Torre do Tombo. Agora temos um caminho e podemos fazer parte disso pela internet\u201d, garante o pesquisador.<\/p>\n<p>Al\u00e9m dos livros j\u00e1 existentes, documentos do tipo podem virar atra\u00e7\u00e3o no novo espa\u00e7o.<\/p>\n<p><strong>Mudan\u00e7as<\/strong><\/p>\n<p>1 &#8211; Museu tem estudo para moderniza\u00e7\u00e3o de suas atividades<br \/>\nCom a transfer\u00eancia de parte do acervo para o Centro de Mem\u00f3ria, um estudo t\u00e9cnico vai refor\u00e7ar o papel\u00a0 do Solar do Bar\u00e3o como centro cultural do museu. At\u00e9 mesmo solu\u00e7\u00f5es de acessibilidade a cadeirantes est\u00e3o sendo pensadas sem agress\u00e3o ao pr\u00e9dio tombado.<\/p>\n<p>2 &#8211; Sarau do Bar\u00e3o convida interessados a declamar poesias<br \/>\nO audit\u00f3rio do museu, a sala Jayr Accioly de Souza, vai sediar amanh\u00e3 \u00e0s 19h um evento ligado com os 150 anos do casar\u00e3o, na pra\u00e7a Governador Pedro de Toledo (Centro). \u201cQualquer pessoa pode vir declamar poesias aqui\u201d, convida Rosa Cong\u00edlio Martins de Camargo, da Comiss\u00e3o Municipal de Literatura.<\/p>\n<p>3 &#8211; Cart\u00f3rios podem ser futuros parceiros do Centro de Mem\u00f3ria<br \/>\nUm dos locais importantes de documentos nos pa\u00edses de coloniza\u00e7\u00e3o portuguesa s\u00e3o os cart\u00f3rios. Em Jundia\u00ed, o 1\u00ba Cart\u00f3rio de Notas que acaba de mudar-se para a rua Rangel Pestana guarda documentos desde 1652. E o 1\u00ba Cart\u00f3rio de Registro Civil, que funciona na rua Marechal Deodoro, desde 1865. Entre outros, incluem posse e casamento nos tempos da escravid\u00e3o.<\/p>\n<p><em>Fonte: Rede Bom Dia<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ainda n\u00e3o \u00e9 como nos filmes da s\u00e9rie \u201cC\u00f3digo da Vinci\u201d, onde os roteiros de Dan Brown colocam o pesquisador em arquivos de documentos medievais de alta tecnologia. Mas \u00e9 um passo nessa dire\u00e7\u00e3o. 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