Jundiaí: Servidores municipais querem o novo conjunto habitacional na região do Cecap

terça-feira, 25 de janeiro de 2011


O anúncio de que metade dos 352 apartamentos de um conjunto habitacional no bairro Currupira (Engordadouro) será destinado às vítimas das chuvas gerou surpresa e receio entre alguns servidores públicos.

O motivo é que, durante a gestão de Ary Fossen (PSDB) como prefeito de 2005 a 2008, o conjunto habitacional havia sido apontado como área futura de moradia aos servidores.

A Cooperativa Habitacional dos Servidores Públicos começou a colher assinaturas de servidores interessados a entrarem no programa já em 2005 e teve apoio do Sindserjun (Sindicato dos Servidores Públicos de Jundiaí).

“Chegamos a fazer uma reunião com a Fumas (Fundação Municipal de Ação Social) na época e foi dito que esse condomínio seria designado aos servidores públicos, sejam eles municipais ou estaduais”, afirma a presidente do sindicato, Eleni Mossin Fávaro.

“Sabemos que há muitos servidores públicos que pagam aluguel e alguns vivem em submoradias. Esse condomínio viria a ajudá-los.”

O Sindserjun, na época, fez uma ponte entre os servidores interessados e a Fumas para o cadastramento. No entanto, a cooperativa afirma que ficou em poder dos cadastros dos servidores interessados e estava à espera de esclarecimentos da Fumas para enviar os dados.

Um membro da cooperativa, que não quis se identificar, afirma que servidores o procuraram e questionaram a mudança de planos da prefeitura.

“Não somos contra a ajuda às vítimas, mas gostaríamos de uma posição sobre o que nos foi antes prometido”, afirma.

Regras federais / O conjunto habitacional está no Programa Minha Casa, Minha Vida, do governo federal. A Caixa Econômica Federal é o agente executor do projeto e cabe ao governo selecionar o beneficiários das moradias.

O funcionários público Francisco Gomes, 54, que trabalha na Zoonoses, diz que espera há anos por uma posição sobre o conjunto habitacional e vai procurar entender o que está acontecendo e se continua ou não na fila como possível beneficiário. Ele é um dos servidores que encaminharam seu cadastro à cooperativa e aguarda definições.

De acordo com a Caixa, a previsão de entrega do empreendimento às famílias é ainda para este ano.

Como todos / De acordo com uma nota da prefeitura, “o ato normativo da Caixa Econômica Federal veta o poder público de utilizar critérios que priorize o atendimento de interessados inscritos em data anterior a 13 de abril de 2009 [quando foi lançado o Minha Casa, Minha Vida], bem como a categorias profissionais”.

Fonte: Rede Bom Dia



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